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sábado, 20 de maio de 2017

FARMÁCIA LITERÁRIA - mediação de leitura e biblioterapia

O livro - Farmácia Literária
 Há pouco tempo descobri o termo biblioterapia e fiquei interessada. Li algumas coisas na internet sobre o conceito e fiquei mais interessada ainda. Indicar livros como forma de diminuir sofrimentos! Logo pensei em potencializar as ações de mediação de leitura.
E eis que hoje, encontrei na Livraria Saraiva este livro - Farmácia Literária, das inglesas Ella Berthoud e Susan Elderkin. Primeiramente a capa me chamou a atenção. E como sempre faço com os livros antes de comprar (quando eu não conheço), li a contra capa, as orelhas e folheei para observar a estrutura (e sentir o cheiro do livro). Não pensei duas vezes. Comprei!

Em um primeiro momento de leitura exploratória posso dizer que as duas autoras organizam o livro como um glossário de A a Z, com termos como adolescência; bom senso, falta de; coceira nos dentes; divórcio; estresse; felicidade, busca de; gripe; identidade, crise de... e por aí vai. Como exposto na capa são mais de 400 livros indicados ao longo das 374 páginas. Além dos males organizados de A a Z, o livro traz epílogo, um índice de males ligados à leitura, um índice de listas e um índice de autores e livros (maravilhoso!). Para cada um dos termos elas apresentam um ou mais livros. É uma conversa em que elas retomam o "mal" (definido pela palavra/termo), apresentam o livro com uma sinopse do personagem relacionando ao "mal" apresentado e concluem com a recomendação para a "cura" do leitor. Trazem também outros verbetes relacionados. É uma escrita bem fácil, direta e divertida.
Ella e Susan.
Fonte: Página Cinco

A  proposta é a biblioterapia, pois as autoras se auto-denominam biblioterapeutas que seguem prescrevendo livros. Elas se conheceram quando estudavam literatura inglesa na Universidade de Cambridge e em 2008 montaram um serviço de biblioterapia na The School of Life.








Estou animada com a leitura e acredito que vai ampliar bastante as minhas atividades de mediação de leitura literária. Porque o próprio texto tem esse caráter de instigar a curiosidade para o livro apresentado. Já marquei várias obras que eu não conhecia e que fiquei com vontade de ler. E ao observar a capa, pensei em produzir várias garrafas com nomes de autores. Já vi alguma coisa assim como cápsulas com pequenos trechos escritos para serem retirados do frasco etiquetado como doses homeopáticas de Rubem Alves, por exemplo. Adoro coisas que me dão mais ideias assim.

Contra capa do livro - Farmácia Literária
Ao ler o livro fiquei pensando também que minha mãe queria que eu fizesse medicina. Embarquei em outros caminhos e cheguei ao doutorado, posso ser chamada de doutora. E assim, como as autoras, também ando prescrevendo livros. (mas já me deu vontade de criar um receituário... rsrs).

P.S. Quer uma segunda opinião sobre o livro, leia o Blog Página Cinco.

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