Páginas

sexta-feira, 29 de abril de 2016

FALA SÉRIO, PROFESSOR! - Thalita Rebouças

Fala sério, Professor! Capa do livro
Há muito tempo eu tinha curiosidade em ler alguma coisa da Thalita Rebouças, desde que vi uma passagem de uma entrevista dela em que se falava sobre a quantidade de livros que ela já tinha vendido. Também me interessou saber desse sucesso todo depois que vi os livros dela em um box (adoro essas coleções!) em uma livraria. Então, aproveitei o Desafio Literário e comprei um, para experimentar. Uma breve degustação.

Escolhi o "Fala sério, professor!", porque sou professora. E imaginei que teria histórias hilárias dessa relação entre professor e aluno, do ponto de vista do aluno. Estava ainda empolgada com o "Diário de um Banana" e não tive dúvidas sobre por onde começar a leitura.

Eu estava certa! Tem situações hilárias dessa relação. E a autora começa narrando suas histórias com professores desde os 3 anos de idade. Esse começo já foi um espanto, porque tentei lembrar de alguma coisa que fazia aos 3 anos de idade. Não me veio nada. Um branco total. E fiquei me questionando: Será que alguém realmente lembra de coisas que aconteceram quando tinha 3 anos de idade?. Tudo bem. A Malu (personagem-heroína da Thalita Rebouças) conseguia lembrar e com riqueza de detalhes.

O livro de 186 páginas proporciona uma leitura bem leve, descontraída, ótima para aquele momento depois do trabalho e antes de dormir. Pelo menos foi nesse momento que li o livro. Uma leitura rápida. E que favorece muitos questionamentos e memórias desse mundo escolar. Me peguei pensando em quantas pessoas atuam na nossa formação. Homens e mulheres, cada um com suas histórias, seus medos, seus limites, suas habilidades, seus superpoderes, seus sorrisos e olhares complacentes ou não. Tudo isso nos forma e nos transforma.

Penso que, para além de uma leitura divertida sobre a adolescência e seus conflitos, é bom para pensar sobre esses laços que criamos e que oportunizamos às crianças e adolescentes criarem. Às vezes contra sua vontade. E nem sempre nos damos conta do quanto isso pode interferir, machucar ou ampliar a visão de mundo.

Nos encontramos com nosso eu à medida em que nos relacionamentos com o outro. Para o bem e para o mal. Fica um alerta aos pais, amigos, professores e todos aqueles que indicam outros professores para crianças, adolescentes e para nós mesmos. Muitas histórias podem não ser tão boas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário