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terça-feira, 12 de abril de 2016

DIÁRIO DE UM BANANA - Jeff Kinney

Diário de Um Banana

Longe de tentar fazer uma análise crítica da obra, até porque o meu Desafio Literário não tem esse compromisso, vou tecer alguns comentários quanto às expectativas e o que me causou a leitura deste que está sendo considerado um "Best-seller do New York Times".

Pra começar eu estava muito curiosa para conhecer a história. Já tinha folheado o livro várias vezes nas livrarias. Acompanhei alguns leitores entusiasmados na fila do caixa, enquanto a mãe comprava o livro que a professora tinha pedido. As capas apareciam como luminosos por todos os lugares. Não tinha como fechar os olhos e fingir que ele não existia. Eu precisava ler e tentar entender esse sucesso de vendas. Por que tanta gente estaria lendo essa história?

Trata-se de uma historia divertida baseada nos conflitos de um adolescente. Gostei da diagramação do livro, a proposta do Diário é cumprida com os desenhos e a tipografia. Um tipo diferente mesmo de história em quadrinhos. A capa dura também confere ao livro um destaque de objeto refinado. É bonito. Lembra meus cadernos e dá vontade de escrever novamente diários.

Quanto à história, me fez refletir sobre esses conflitos que os adolescentes vivenciam na escola: as disputas por popularidade, a reafirmação (auto-afirmação) da identidade, as amizades, a relação com os professores, as questões de gênero, os conteúdos e metodologias de ensino. Por que observei tudo isso? Porque sou professora.

Fiquei pensando no quanto de vida acontece na escola, pelos corredores, nos momentos de descuido na sala de aula, nas quadras, na entrada, na saída, no intervalo... e que não são notados pelos professores. Há coisas tão importantes quanto os conteúdos que precisamos ministrar. E nós esquecemos que fomos adolescentes. E nós não nos sentimos preparados para lidar com esses conflitos porque não há (pelo menos eu não tive) uma disciplina que nos prepare para o contato com os adolescentes. E ficamos assim, com uma barreira enorme entre eles. Uma barreira de vocabulário, de objetivos, de tarefas a cumprir.

O personagem é um garoto e trata dos temas da vida americana. Por que faz tanto sucesso no Brasil? Porque é divertido, talvez. Porque no fundo, é um diário de um menino que existe em cada um de nós, quando começa a lidar com o mundo adulto encarando-se entre criança e ainda não-adulto.

Me ajudou a pensar essas coisas. E também, fiquei viciada nas aventuras do Greg Heffley. Fiquei com raiva de algumas coisas que ele fez (muitas coisas). Ele é politicamente incorreto. Mas não vou traçar um perfil psicológico dele, não tenho bases teóricas para isso. O que sei é que a história prende a atenção do leitor e vicia. Já encomendei a coleção completa.  

Um comentário:

  1. Livro maravilhoso. Como disse na venda literária: Uma comédia inteligente e genial. 💙

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