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domingo, 24 de abril de 2016

COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ - Jojo Moyes

Como eu era antes de você, é sim apaixonante e triste

Vi esse livro na lista entre outros que tinham virado filme. Na livraria, a atendente me indicou como um dos mais lidos. Como eu estava procurando livros que estivessem nesse auge de procura, comprei. Lia à noite, quando chegava do trabalho, antes de dormir. Mas o concluí na sexta-feira, dia 22 de abril. Quer dizer, concluí a leitura na madrugada de sábado, às 2:30. E fiquei sem conseguir dormir depois. Fiquei pensando. Alguma coisa me tomava os pensamentos. Um misto de raiva, desespero, angústia... uma vontade de jogar o livro na parede e gritar. Uma vontade louca de que tudo pudesse ser diferente. Sabendo que a vida não é assim um conto de fadas. Mas o livro precisava imitar a vida? Fiquei assim e ainda estou sem coragem de folhear o livro. A conhecida ressaca literária. E tão cedo não quero ler outro romance assim.

Quando conheci Lou (a heroína do livro), demorei a gostar dela. Achei muito sem graça, sem propósito, a não ser pela descrição das roupas extravagantes, talvez nada a mais pudesse chamar a atenção na vida dela. E era essa a proposta da autora. Li algumas páginas na ansiedade para conhecer o seu par romântico, Will.

Quando conheci Will, me encantei com ele. Acho que me apaixonei por ele antes da Lou. Eu queria saber o que ele sentia, o que pensava, o que pretendia fazer da vida. Gostei da inteligência, do sarcasmo, do seu gosto para a arte e sofri muito com suas dores. E até o último momento, esperava que tudo fosse diferente do que realmente foi.

Penso que a culpa disso são os inúmeros contos de fada que povoam o nosso imaginário. E os finais felizes que tornam as histórias inventadas, utopias necessárias para a vida. Mas Jojo Moyes não faz isso no seu romance. Enquanto as heroínas do final do século XIX é que são arrebatadoras e se vão, nesse é o homem que cumpre esse papel.

Em alguns momentos pensei em desistir da leitura porque era muito sofrimento e eu não me sentia em condições de aguentar. Mas enfrentei até o final. Todos que já leram o livro me disseram que eu teria que comprar muitas caixas de lenços de papel. Mas não foi assim. O choque foi grande! Ainda dói. Talvez porque as lágrimas continuam guardadas.

O livro fala de uma história de amor que poderia ser real, com personagens muito reais e convincentes. Fala de conflitos familiares. Fala de uma sociedade não preparada ainda para aceitar pessoas diferentes. Fala de uma cidade não preparada para acolher alguém em uma cadeira de rodas. Fala de liberdade! É tocante sim. Sei que já foi transformado em filme. Mas esse, não pretendo ver.

Sim, é um livro que dói. Mas no fundo, sabemos que essa dor nos ensina muito. É uma história que nos faz repensar sobre o que estamos fazendo com a nossa própria vida.  

2 comentários:

  1. Cara Eva, até hoje esse conto habita meu imaginário, após cerca de 8 meses que li o livro. O livro nos faz pensar se nossas vidas tem sentido, se o que fazemos possui algum objetivo, se somos realmente felizes, se amamos ou se podemos amar o outro com todas as nossas limitações. Não gosto de assistir os filmes vindos de livros, tenho muitas decepções em relação a isso, mas esse vou assistir por conta dos atores que cativaram desde a primeira vez que os vi em outros filmes. Que nossas vidas tenham sentidobe que nelas haja amor! :*

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    1. Oi, Jennyfer.
      Obrigada, por seu comentário! É lindo o quanto uma obra pode causar nas pessoas! O quanto a palavra, as histórias, os livros nos ensinam.
      Continue nos visitando!

      inté...

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